Físico ou digital: o que muda mesmo para ti
Não é melhor nem pior — é trabalho diferente, e convém saber ao que se vai antes de escolher.
Digital. Entrega imediata, sem stock, sem transportadora e sem nada para correr mal depois do pagamento. Em contrapartida o comprador não pega em nada: tens de explicar o valor, e explicar dá trabalho.
Físico. Vende-se mais depressa porque se percebe à primeira — o objeto explica-se sozinho numa fotografia. Em contrapartida entra gente no meio: stock, envio, prazos, devoluções. Coisas que não controlas e que o comprador vai atribuir-te a ti.
O que muda na tua escrita. No digital vendes um resultado ("como é que a tua semana fica diferente"). No físico vendes a coisa ("o que é, para que serve, como é ao pé da mão"). Trocar isto é o erro mais comum: descrever um curso como se fosse um objeto, ou um objeto como se fosse uma transformação de vida.
Onde as pessoas se queimam: prometer prazos de entrega que não são as tuas. Diz o que a página diz, nunca menos dias do que ela.