A primeira linha decide o resto: seis aberturas que funcionam
Ninguém lê o segundo parágrafo por educação. Ou a primeira linha agarra, ou o resto do texto não existe — por muito bom que seja.
1. A pergunta que dói. "Quantas vezes já abriste a app do banco a meio do mês e fechaste logo?" Funciona quando é específica. Perguntas vagas não incomodam ninguém.
2. O número estranho. "Sete euros. Foi o que gastei antes de perceber o que estava a fazer mal." Números redondos cheiram a inventado; números tortos cheiram a verdade.
3. A confissão. "Durante dois meses fiz isto exatamente ao contrário." Ninguém resiste a saber qual foi o erro.
4. A cena concreta. "Eram onze da noite e eu estava a olhar para um ecrã com zero cliques." Vê-se. E o que se vê, lê-se.
5. O contra-senso. "Publicar mais vezes fez-me vender menos." Obriga a explicação — e a explicação é o teu texto.
6. Falar a UMA pessoa. "Se tens 40 anos e estás a pensar que isto já não é para ti — este texto é para ti." Quem se reconhece, fica.
O teste, antes de publicares: lê só a primeira linha em voz alta e pergunta se querias saber o resto. Se hesitaste, reescreve. É a linha que mais trabalho dá e a única que toda a gente lê.